quarta-feira, 27 de abril de 2011

Phileô X Miseô

Por Marcos Fogato

Phileô, em grego, quer dizer amigar, uma mera forma de fazer a palavra philia virar verbo, este amigar, não tem nada de sentimentalismo. O simples pertencer a um grupo social já traduz este phileô, ora a partir disto posso introduzir, outra palavra grega, άνθρωπος, antropos, "Filantropia".
Ora, e quando uma pessoa não participa de grupos sociais, anti-grupos sociais, ou simplesmente, anti-social, como ela irá se encaixar nessas proposições citadas acima?

"Não consigo ser amigável com ninguém em meu trabalho."
Como conseguirá pertencer num grupo social, numa sociedade, uma pessoa que não consegue ser amigável?

Esta pessoa se desesperará!? Não, se revoltará, no sentido de sentir o μίσος, miseô, ódio, pelas sociedades, suas organizações, às suas imposições, às proprias pessoas, ódio pelo alienador trabalho, enfim a misantropia, o ódio perante os homens. Não consigo expor muitas  coisas em pauta, pois este ódio tira isto de mim, mas vamos em partes!

Phileô realmente não existe, e sim a philia, apenas sentida por algumas pessoas, no meu caso, meus verdadeiros amigos, já estão morrendo, melhor dormindo pra sempre, alguns já até "dormiram", devido à idade avançada, eles sim me amaram, e amam. Contudo, onde caberá uma Philia perante as demais pessoas, estas que, de fato não são suas amigas?  Não haverá amizade nenhuma, philia nenhuma, perante as pessoas que eu relaciono em meu dia-a-dia, pois estas são ridículas, não tem respeito, e esta falta de respeito me causa náusea.
Não consigo entender, como uma pessoa consegue ter amizades dentro do seu trabalho, ou até mesmo em uma sala de aula, pois as pessoas são interesseiras, se entrosam, buscando esta philia por interesse:
no trabalho, para conseguirem cargos e ganhos superiores, no colégio ou faculdade para conseguirem notas superiores.
Não consigo entender, como os seres humanos conseguem manter relações afetuosas ou amigáveis com pessoas um tanto quanto distantes a eles, o amigo verdadeiro, aquele que sim devemos ter estas relações devem ser muito próximos.
Falando agora no miseô, ora homens matando homens acontece desde sempre neste universo, da mesma forma que existiu e existe uma harmonia afetuosa, com certeza houve e há as diferenças entre as pessoas, foram estas diferenças, diferenças políticas, religiosas, raciais, étnicas, até mesmo diferenças pessoais, que fizeram com que tantas guerras, lutas armadas, brigas existissem no mundo, o sentimento de misantropia sempre existirá.
Sinto sim este miseô,contra esta sociedade, não tem como uma pessoas dentro de um grupo social fazer o uso da phileô, sendo ela mesma, e sim por um interesse, qualquer um daqueles descritos acima, como diz um grande amigo.
"Todos carregam uma escada, esta escada serve para os outros subirem!"
 Estes são dependendentes do seu trabalho, do seu esforço, e isso nunca mudará pois as pessoas são ambiciosas. 
 

sábado, 23 de abril de 2011

Introdução Histórica à Filosofia da Ciência

Introdução Histórica à Filosofia da Ciência, John Losee 
Uma Introdução Histórica à Filosofia da Ciência, de John Losee

Tradução de Carlos Lains
Terramar, 1997, 296 pp.

Acompanhar a filosofia da ciência numa perspectiva primariamente histórica, e não temática, tem os seus atractivos. John Losee adoptou essa perspectiva na sua "Introdução Histórica à Filosofia da Ciência" e soube explorar esses atractivos. Com este livro podemos ver não só como os filósofos foram respondendo às propostas dos seus contemporâneos e antecessores, mas também como a filosofia da ciência evoluiu de acordo com os desenvolvimentos mais significativos na história da própria ciência. Este último aspecto é o mais interessante, pois faz-nos compreender como os problemas filosóficos resultaram de teorias científicas específicas e foram fecundamente discutidos no contexto que elas proporcionaram.

Losee começa por considerar o problema da natureza da filosofia da ciência. Esta, declara, não deve ser confundida com qualquer investigação sociológica sobre a comunidade científica, nem com a elaboração de visões do mundo altamente especulativas que pretendem basear-se em resultados científicos. A filosofia da ciência apresenta-se como uma "criteriologia de segunda ordem", pois ao fazer do conhecimento científico o seu objecto de estudo o filósofo tenta encontrar critérios de cientificidade marcadamente normativos. Procura saber, por exemplo, quais são as características que uma explicação científica "deve" ter ou que estrutura "deve" ter uma teoria científica. Obviamente, este tipo de estudo não pode ser bem sucedido sem um amplo conhecimento da história da ciência.

Nesta sua "Introdução Histórica", Losee percorre a filosofia da ciência com um poder de síntese admirável que nunca envolve qualquer sacrifício na clareza da exposição. Se o leitor desejar saber o que pensaram Aristóteles, Kant ou Popper sobre o conhecimento científico, poderá informar-se com brevidade e rigor sem recear a ausência de conhecimentos técnicos. Mas, para além de abranger os autores mais conhecidos, o livro de Losee tem o mérito de não menosprezar os episódios menos estudados da filosofia da ciência. Nesses episódios podemos encontrar grandes surpresas. Podemos verificar, por exemplo, que a filosofia da ciência medieval está longe de ser uma simples nota de rodapé a Aristóteles. O método da falsificação de Grosseteste, assim como a controvérsia sobre as verdades necessárias, contam-se entre as contribuições mais interessantes do pensamento medieval. A filosofia inglesa do século XIX, em que se destacam autores como Herschel ou Whewell, também é digna de mais atenção do que a habitual. Mesmo quando considera os filósofos mais conhecidos, como Descartes ou Kant, Losee consegue surpreender o leitor ao destacar aspectos do pensamento desses autores que geralmente são secundarizados.

É pena que a tradução portuguesa não faça inteira justiça à qualidade deste livro de Losee. Para além
de revelar algumas incompreensões lógicas, contém demasiadas escolhas infelizes na tradução de termos importantes. É de mau gosto usar "teorético" em vez de "teórico" ou "causação" em vez de "causalidade". Os casos mais graves são aqueles em que o mesmo termo é traduzido de maneiras diferentes sem que haja qualquer razão para isso. O termo "explanation", por exemplo, não é traduzido por "explicação", mas umas vezes por "explanação" e outras por "interpretação", o que deixará o leitor atento compreensivelmente confuso. Para além disso, não se percebe o que terá levado a Terramar a publicar a 2.ª edição do livro, quando a 3.ª edição já existe desde 1993 e é francamente melhor. Ainda assim, a tradução é minimamente aceitável, e vale a pena mencionar que, ao contrário do que muitas vezes se verifica em Portugal, não se excluíram os índices de autores e assuntos.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Não tenho palavras para usar como título...

Por Marcos Fogato


Olha como são as pessoas deste mundo:

Ninguém homenageia pessoas que foram importantes, especiais na 'história' de seus países, não  fazem encenações para pelo menos tentar mostrar às pessoas como foi aquela data histórica em seu país. Vamos falar deste país:

Ora, como falar deste país, Brasil, neste colóquio, colóquio que fala sobre datas históricas, pessoas que fizeram história, uma pessoa que fez história, com certeza foi Jesus, vulgo Cristo, morreu, de forma cruel, por causa de blasfêmias pregadas por ele mesmo, 'morte merecida', de fato.

O que houve com o grande Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes, ninguém sequer lembra do que este cara fez por nosso País, suas lutas, muitos nem sequer lembram do nome do fato histórico acontecido na época, a Inconfidência Mineira, nem sequer pesam a morte pré-matura deste  grande homem, apenas gostam do feriado, seres ignorantes.

Ora, mas, quando se  fala em Jesus, que ninguém sabe, de fato como foi sua vida, ningém sabe se sua morte foi merecida, no entanto, sua morte é lembrada por todos no mundo, encenada, tanto no cinema, como no teatro, como na rua, é sempre lembrada, na TV já virou rotina, todos os anos, nesta mesma data, passa os mesmo filmes, as mesmas encenações, todas as besteiras de sempre, é repugnante observar, como são todos hipócritas, no cinema o faturamento é alto, o faturamento de todos estes filmes daria para alimentar muitas bocas.

Nunca vi uma encenação sobre a Inconfidência Mineira, nem mesmo sei se tem, e se tiver não é popular, ora, Tiradentes tinha que ser para os brasileiros, mais popular, muito mais importante, do que este tal de Jesus, vulgo Cristo nazareno, afinal Tiradentes, junto com outros, além de terem sido brasileiros, foram heróis, heróis da pátria, heróis da nossa pátria, tinham que ser homenageados neste feriado, homenageados de forma deslumbrante, pois eles sim merecem a nossa homenagem, não um Jesus, Yeshuá, um tolo blefador.

Tiradentes queria a liberdade do Brasil, numa época em que muitos livros, que tratavam de política eram proibidos no Brasil, livros que falo de Maquiavel, Rousseau, Hobbes, tenho certeza que Tiradentes conheceu estas obras primas de política, e tenho mais certeza  ainda que umas destas obras deram a ideia de libertar o Brasil dos Portugueses.

Uma cena  deste tipo ia fazer as nossas crianças gostar da história do Brasil, mas não, todo ano tem esta porcaria de encenação católica que faz uma  lavagem cerebral, não só na cabeça das nossas crianças, mas também na cabeça de muitos adultos por aí.

Ora bolas, não há interesse nenhum, poucas crianças gostam deste tipo de aula, dizem que 'nesta época não estavam vivas', os professores não conseguem fazer elas gostarem de um assunto importante como este.

Um cara prefere utilizar o dinheiro público, para fazer um filme sobre sua vida uma vida desgraçada, é muita sacanagem isto, um filme que retrata o Descobrimento, a Inconfidência, o AI-5, puxa faça um filme interessante, não uma biografia, falo de Lula, daqui a alguns dias, ou meses, Frank Aguiar, que interesse eu, com vinte anos tenho de saber sobre a vida destes 'meros mamíferos contemporâneos'.

Finalizo dizendo, ou melhor pedindo, para que todos os brasileiros, se interessem pela história de seu país, não com a história de um mamífero nazareno blefador, dane-se esta história que muita gente conseguiu decorar!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Elogios... Ora, que coisa execrável!!!

Por Marcos Fogato

Quanta mesquinhez de minha parte com este título, não...

Nesta tarde, véspera de feriado, um feriado cristão, pra variar;
por volta das 16:30, uma colega de trabalho, chega perto de mim, e, começa um colóquio, com  estas bobagens:



"Saiba que você é muito elogiado, você é preciso, rápido, e também querido, um tanto quanto eficiente no seu trabalho, e não só por mim, mas por muitas das demais que trabalham conosco!"
Quanta repugnância, detesto tanto este tipo de comportamento que tive que responder o que realmente penso sobre o trabalho sem receio nenhum:



"Não gosto de trabalho, não gosto do trabalho, o trabalho oprime o homem, o trabalho cansa o homem, conforme já disse antes, nunca mudará, sempre será o trabalho que lavará o cérebro do ser humano, pois o homem, ora, o homem simplesmente está trocando sua vida pelo trabalho, isso parcialmente, de fato, pois muitos conseguem viver bem trabalhando, vivem bem, porém com cabresto, 'vivem bem com cabresto', eu infelizmente estou vivendo com esta droga de cabresto, mas não estou vivendo bem, vivo de uma forma execrávelmente mal, não consigo fazer o que preciso fazer, lógico, o fazer com mais importância, o fazer primordial, que é a faculdade, entro na sala sumamente cansado, exausto, com muito sono. Logo resumo que o trabalho me causa profundo males!"

Ela retruca:
"Você quer viver na ociosidade!"
Sem pensar, e também sem nenhum pesar, respondo:
"Óbviamente, filosofia não combina com trabalho, e sim com ociosidade, pois o trabalho tira todo o tempo que eu necessito para estudar, pesquisar, perquirir e também indagar outros autores, pois pesquisa em filosofia nada mais é que isso, escrita, escrita, fichamentos, livros, livros, muitas esferográficas, conforme Bornhein diz, é preciso ter pano pra muita manga, pois nós gostamos de arregaçá-las, o tédio causado pelo trabalho me tira o que eu mais amo, 'a pesquisa', faz muito tempo, muito tempo que não faço uma pesquisa um tanto quanto séria em filosofia, adivinha o porquê?
O repugnante trabalho me causa tanto mal estar, que acabo perdendo a PHILOSOPHIA, 'amor ao saber, à sabedoria', mas o homem nasceu pra ser superado, Cris, por isso supero o trabalho, para ele não me consumir por completo, não busco elogios, quero fazer sempre o melhor, para me superar"


Sempre será assim, esta é a minha  atitude perante o trabalho, lógico este é um tema demasiadamente relativo, busco críticas, e é o que eu mais terei, portanto comentem...